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15|MAI

2015

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 O admirável mundo novo

 da recuperação de Portugal pelo PS

 

E, ao sétimo mês, fez-se luz. Sim, foram precisos sete longos meses para o plácito do PS destapar o véu e nos conduzir por todo um admirável mundo novo da recuperação de Portugal.

Depois de, em Maio de 2014, António Costa ter anunciado a sua candidatura à liderança do PS – e, naturalmente, à condução dos destinos do país – Portugal assistiu ao estranho e, até, confrangedor, silêncio do maior partido da oposição. Não se ouviu ao PS, durante quase um ano, uma ideia, uma sugestão ou uma qualquer acção que nos dissesse ao que vinha. Ou melhor, ao que vinha sempre soubemos, como queria lá chegar é que ignorávamos.

Mas, valha a verdade, todos desconfiávamos e, está bom de ver, não nos enganámos.

O milagre operado pelo cenário macroeconómico apresentado pelo PS revela três coisas, todas distintas mas igualmente graves – não só significa, no curto prazo, o regresso dos credores internacionais, bem como mostra a absoluta incoerência, impreparação e atitude politiqueira e eleitoralista do maior partido da oposição, como, ainda, nos diz que, as suas cúpulas (sempre as mesmas, de resto), não aprenderam absolutamente nada.

Vamos por partes.

 

Não se ouviu ao PS, durante quase um ano, uma ideia, uma sugestão ou uma qualquer acção que nos dissesse ao que vinha.

A restituição rápida prometida pelo PS não só não é possível sem que o défice e a dívida disparem, como é incongruente com o que vinha atirando desde 2012, assegurando a reposição total e imediata, quando fosse governo.

No mais, é cristalina a incoerência, a impreparação e a atitude eleitoralista deste PS. Se algumas das suas propostas não passam de uma cópia apressada do plano de estabilidade apresentado pelo actual governo, outras são contraditórias com aquilo que já disse, o que só se explica pela sede de aceder rapidamente ao poder, sem mais considerações. Na verdade, a abolição da sobretaxa, a devolução dos cortes feitos e a reposição de alguns incentivos são medidas anunciadas pela actual maioria há já quase um ano, de uma forma gradual e faseada, já que as exigências orçamentais e a necessária prudência em face da incerteza das principais variáveis macroeconómicas não permitem uma devolução mais célere. A restituição rápida prometida pelo PS não só não é possível sem que o défice e a dívida disparem, como é incongruente com o que vinha atirando desde 2012, assegurando a reposição total e imediata, quando fosse governo. Aqui não há nada de novo, a não ser nos prazos, está bom de ver. Mais eleitoralista do que isto é difícil de imaginar, de resto.

A seriedade impõe, no entanto, que olhemos também para o que diz o PS ser o facilitador da mudança. Sem aumentar o défice e a dívida e cumprindo todas as obrigações nacionais e internacionais, diz, o financiamento de todas as medidas assentará em 4 pilares (todos eles arrepiantes): a repristinação do imposto sucessório, o aumento do IRC, o fim de alguns incentivos ao investimento e o agravamento do IMI para as segundas habitações. Para além do paradigma ser absolutamente pernicioso, contraria tudo aquilo em que acreditamos mas, mais grave, não chega para financiar tudo o que se propõe o PS fazer. De facto, a soma de todas estas parcelas não cobre as demais promessas, pelo que, de novo, não se percebe como se financiará o governo PS. É, realmente, um admirável mundo novo da recuperação e da multiplicação milagrosa de recursos.

Mas mais: qualquer casa avisada e bem governada sabe que a devolução dos empréstimos se deve fazer o mais depressa possível, sobretudo quando os juros a pagar são elevados. É o que este governo fez já e fará. Ao PS, não se ouviu uma palavra sobre o assunto. Mas não se estranha, na verdade. O modelo é este – primeiro gasta-se e, por isso, nada de pagar empréstimos antigos e onerosos, depois pede-se mais emprestado a qualquer preço e, a seguir, os portugueses pagam a conta.

Um modelo que, ao cabo e ao resto, se baseia no consumo e na dinamização da procura interna, deixando relegado para segundo plano o investimento e a procura de novos mercados externos, que tanto têm contribuído para a nossa recuperação económica e que, é dos livros e da história, já nos fez ser bem maiores, fortes e coesos.

E isto já para não falar da inacreditável ausência de uma ideia sobre a sustentabilidade da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. A confusa proposta do PS na matéria não só nada diz no que toca a uma reforma estrutural, já que é absolutamente imediatista – para não variar –, como põe em risco o pagamento de pensões a muito curto prazo. Também aqui a diferença impera, felizmente – o CDS acredita num modelo de plafonamento e não deixará de tentar envolver todas as forças políticas e da sociedade civil numa solução que permita a continuidade e a salvaguarda do sistema de pensões.

Donde, numa palavra, regressamos ao passado em toda a linha. Não aprenderam mesmo nada!

A expectativa que nos resta é que os portugueses – esses sim – tenham aprendido a lição e olhem para um seu aliado histórico – o Reino Unido – como um exemplo a seguir. Sabê-lo-emos com o início da queda da folha cá estaremos para, com confiança, esperança e responsabilidade, continuarmos a construir o caminho de Portugal.

 

Vânia Dias da Silva

O modelo é este – primeiro gasta-se e, por isso, nada de pagar empréstimos antigos e onerosos, depois pede-se mais emprestado a qualquer preço e, a seguir, os portugueses pagam a conta.

 

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