ADOLFO MESQUITA NUNES

vice-presidente

EDITORIAL

Quando nos disserem que o Governo está a melhorar o país

 

Quando nos disserem que o Governo está a melhorar o país, devemos sempre recordar estes oito factos simples, com base nos objetivos dos acordos à esquerda:

 

1. Necessidade de acelerar o crescimento. Em 2016, o país cresceu menos do que em 2015, e não se preveem já valores superiores aos de 2015.

 

2. Criar mais e melhor emprego. O positivo ritmo de criação de emprego em 2016 é inferior ao que se registou em 2014 ou 2015. E a previsão para 2017 não inverte essa conclusão.

 

3. Pôr fim à austeridade e recuperar rendimentos. De onde se pensa que vem a redução do défice, outrora uma concessão a Bruxelas, senão de uma consolidação orçamental mais restritiva, ao contrário do anunciado objetivo?

 

4. Aumentar o investimento público. O investimento público atingiu em 2016 o valor mais baixo de sempre.

5. Combater a desigualdade e anular os cortes no domínio social. Segundo o INE, a pobreza e a desigualdade caíram bastante em 2015, acentuando as reduções de 2014.

 

6. Combater a deterioração dos serviços públicos. Basta ler as notícias. Dos hospitais aos transportes, passando pelas escolas, os utentes queixam-se diariamente, mais do que nunca, e é visível o efeito da austeridade nestes serviços.

 

7. Combater a precaridade laboral. O recente relatório da OCDE mostra que políticas entre 2011 e 2013 contribuíram para reduzir, em vez de aumentar, a taxa de desemprego.

 

8. O prémio de risco exigido pelos mercados para deterem dívida portuguesa não tem parado de crescer desde que o PS tomou posse. Mas parece que a culpa é lá de fora, da conjuntura, dos outros.

 

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