﷯ folhacds 2 ANOS // 7 MARÇO 2017

“País está mais frágil

com juros da dívida a aumentarem”

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A líder do CDS, Assunção Cristas, alertou para o facto da estabilidade de Portugal estar "mais frágil", com os juros da dívida pública a voltarem a "números que há muito não se viam". "Temos um Governo que não tem feito bem ao país. Ainda hoje ouvi António Costa dizer que está tudo cor-de-rosa, mas lamento dizer que na nossa visão temos um país mais frágil na sua estabilidade", disse em declarações no sábado passado, dia 4 de março, aquando da realização do Conselho Nacional do partido, em Portimão, no qual foi aprovado o regulamento financeira para as eleições autárquicas deste ano de 2017.

 

Segundo a presidente centrista, os juros da dívida pública voltaram “a números que há muito não se viam em Portugal, quando deveria estar a chegar aos 120% está nos 130%, o que é preocupante".

 

Para Assunção Cristas, o Governo "está a fazer um foguetório com o resultado do défice, embora já se tenha visto um foguetório idêntico em 2008 e dois anos e meio depois o país estava na bancarrota".

"Temos visto por todo o país como se atinge esse défice. Não com uma redução sustentada da despesa, mas com um tamponamento da despesa, com a degradação dos serviços públicos, como na saúde, educação e na segurança", sublinhou.

 

Na opinião da presidente do CDS "o país está pior, mas o Governo está a ter a ajuda das esquerdas unidas que vão silenciando os sindicatos e que aparecem a dar uma aparência de normalidade e de positividade que não corresponde à realidade do país".

 

"Vemos muitos casos de fragilidades imensas em todos os setores públicos e vemos muitos casos em que aquilo que o Governo diz não se vem a verificar depois", sustentou.

 

De acordo com Assunção Cristas, a anunciada diminuição da carga fiscal, "parece que não terá acontecido em 2016, aguardando o CDS pelas contas oficiais para se verificar se corresponde à realidade anunciada pelo Governo".

"O país está pior, mas o Governo está a ter a ajuda das esquerdas unidas que vão silenciando os sindicatos e que aparecem a dar uma aparência de normalidade e de positividade que não corresponde à realidade do país.”