﷯ folhacds 18 ABRIL 2017

Nuno Moniz candidato a Portalegre

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O candidato do CDS à Câmara Municipal de Bragança, Francisco Pinheiro, avança com a meta de ser eleito vereador e a consciência do “trabalho árduo” que é necessário para devolver ao partido a força de outros tempos. Este engenheiro mecânico espera levar o CDS de volta a Bragança e “potenciar aquilo que já existe”.

 

O nome Pinheiro está associado aos tempos áureos das lideranças autárquicas do CDS na região, sendo o pai de Francisco, José Luís Pinheiro, um dos protagonistas e um dos autarcas com maior longevidade, com quatro mandatos cumpridos - primeiro pelo CDS e depois pelo PSD.

 

José Luís Pinheiro, entretanto falecido, nunca foi filiado em qualquer partido, ao contrário do filho, que decidiu tornar-se militante do CDS, depois de há três anos ter sido eleito pelo partido para a Assembleia Municipal de Bragança.

 

Francisco Pinheiro afirma que não foi qualquer influência familiar que pesou na decisão de avançar como candidato à Câmara da capital de distrito, mas a vontade de “participar ativamente” para ajudar a mudar o que lhe desagrada “na forma como o município tem sido gerido”.

 

Aos 44 anos, o engenheiro mecânico decidiu fixar-se em Bragança depois de ter estado uma década ausente do concelho por motivos profissionais, que o levaram a mudar a residência para o distrito de Santarém, onde desempenhou funções como responsável de produção em empresas de metalomecânica pesada.

 

O candidato centrista lamenta que, “depois da grande fase de investimento” em obras em Bragança, “o concelho continue a ter mais de duas dezenas de aldeias sem tratamento de esgotos”.

 

“Andamos atrás do dinheiro da Comunidade Europeia a fazer obras que em nada beneficiam as gerações futuras só porque vem dinheiro e tem de ser gasto”, apontou.

 

Para Francisco Pinheiro, “o grande projeto para a cidade e concelho” implica “potenciar aquilo que já existe”.

 

A única forma de inverter a saída da população é, no seu entender, “criar condições para que as pessoas se sintam bem”, sem que o município sobrecarregue os moradores com impostos para suportar a manutenção de edifícios construídos “só pela necessidade de gastar dinheiro de fundos comunitários”.

 

Francisco Pinheiro diz ser “bastante ambicioso” na votação que espera ter nas eleições, mas o resultado que o CDS tem arrecadado em anteriores autárquicas, na ordem dos 2%, faz com que reconheça não poderá “fazer milagres”.

 

O “resultado significativo” que espera alcançar é ser eleito vereador para a Câmara, na qual o PSD tem conseguido a maioria em sucessivos mandatos há 20 anos.

 

Francisco Pinheiro estudou em escolas de algumas aldeias e da cidade de Bragança, fez parte de uma associação de estudantes e praticou hóquei em patins no Clube Académico de Bragança.

 

Fez o bacharelato em Engenharia Mecânica, no Instituto Politécnico da Guarda e regressou a Bragança para trabalhar com o pai, tendo participado em vários projetos no concelho, nomeadamente no POLIS de Bragança.

 

Casado e com dois filhos, em 2013 aceitou o desafio de encabeçar a lista do CDS à Assembleia Municipal de Bragança, tendo sido eleito como independente. Em 2015, filiou-se no partido e foi eleito presidente da comissão política concelhia.