ESPECIAL // ENTREVISTA A PEDRO MOTA SOARES

ADOLFO MESQUITA NUNES

vice-presidente

EDITORIAL

Nem tudo o que parece, é.

 

O Governo está tão apressado a falar de crescimento que vem esquecer-se de que este crescimento, assim como a queda do desemprego, está assente num conjunto de políticas que foi desenhada pelo anterior governo: contenção da despesa, redução do investimento público, reforma da legislação laboral e discurso prudente sobre a dívida.

 

E o que vemos agora? A consolidação orçamental continua, a reforma laboral mantém-se, o investimento público em mínimos históricos. É um facto que o Salário Mínimo Nacional aumenta, mas à custa de uma descida do Pagamento por Conta; os salários da função pública são devolvidos mas às custas do investimento público. E ainda não reestruturaram a dívida!

 

Não nos deixemos pois iludir sobre a herança que deixámos a este governo. Sem o esforço do nosso governo, e de todos os portugueses, não poderíamos hoje estar aqui. Se o governo cumprisse com o que prometeu, muitos destes resultados não seriam possíveis. E se muitas das reformas não tivessem sido revertidas, o nosso crescimento seria ainda maior.

 

E permitam-me que fale ainda de turismo. Sem o turismo, o crescimento acumulado do PIB ao longo do consulado do Governo socialista teria sido de 1,5%, em vez de 2,4%. Sem o Turismo, o crescimento médio trimestral do PIB do Governo socialista teria sido de 0,3%, em vez de 0,5%. Seria bom que o governo socialista reconhecesse o esforço que, também aí, foi feito pelo governo anterior.

 

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