﷯ folhacds 16 MAIO 2017
CDS persiste nos cuidados paliativos -

A vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS Açores, Graça Silveira, questionou o Governo Regional sobre o funcionamento das equipas de apoio domiciliário integrado e as equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos, pertencentes à Rede de Cuidados Continuados Integrados da Região, pelo facto de estas não poderem ministrar opiáceos endovenosos para controlo da dor dos doentes terminais.

 

Num requerimento entregue no Parlamento dos Açores, Graça Silveira questiona a medida justificando que “os recursos financeiros a utilizar em doentes com doença oncológica avançada e terminal, seguidos por equipas domiciliárias especializadas em cuidados paliativos, são, significativamente menores, quando comparados com os recursos a utilizar em utentes hospitalizados”.

 

Com a criação da Rede de Cuidados Continuados Integrados da Região pretendeu-se “dar resposta às carências de cuidados, nas áreas da saúde e apoio social, decorrentes do aumento de pessoas idosas com dependência funcional, do aumento da prevalência de pessoas com doenças crónicas incapacitantes, de doentes com patologia crónica múltipla e de pessoas com doença incurável em estado avançado e em fase final de vida”, permitindo, com o desenvolvimento dos cuidados paliativos, “que os doentes terminais possam ser acompanhados no seu domicílio, possibilitando às famílias e aos cuidadores levarem a cabo o desejo dos doentes de falecer em casa”.

No entanto, denuncia a vice-presidente da bancada parlamentar popular, “são cada vez mais frequentes as denúncias que têm chegado a este Grupo Parlamentar de familiares de doentes terminais que se sentem completamente impotentes perante o sofrimento destes doentes, uma vez que as equipas de apoio domiciliário de suporte em cuidados paliativos não administram opiáceos endovenosos para controlo da dor”, o que para o CDS não faz sentido, pois “a qualidade dos cuidados em fim de vida convoca exigências como cuidados personalizados, relacionados com o controlo de sintomas, de que fazem parte o controlo da dor”.

 

Assim, os deputados democratas-cristãos questionam o Governo Regional sobre se “as equipas de apoio domiciliário integrado e as equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos, pertencentes à Rede de Cuidados Continuados Integrados da Região Autónoma dos Açores, podem ou não administrar opiáceos endovenosos para controlo da dor, quando os doentes se encontram no domicílio?” e, “em caso de não poderem efetivamente administrar opiáceos endovenosos no domicílio, qual o motivo para tal?”.