ESPECIAL // ENTREVISTA FILIPE ANACORETA CORREIA

ADOLFO MESQUITA NUNES

vice-presidente

EDITORIAL

O seu a seu dono.

 

Portugal saiu do Procedimento por Défice Excessivo, uma excelente notícia que foi saudada pelo CDS e por todos os partidos responsáveis (ou seja, todos menos os partidos que apoiam o PS no Governo).

 

Não teria sido possível sair deste procedimento, com tudo o que de positivo isso implica, sem o esforço que foi feito desde 2011 pelo anterior governo, pelo nosso governo, que então encontrou um défice superior a 10%. Foram anos duros, muito duros, em que o nosso sentido de serviço a Portugal nos orientou. Sem esse esforço, não teria sido possível.

 

Mas isso foi algo que o PS e este governo se esqueceram de referir, como se o nosso défice tivesse passado diretamente, de um ano para o outro, de mais de 10% para menos de 3%. Como se fosse este Governo, apenas ele, a ter contribuído para este resultado.

 

O recente artigo do ministro das Finanças no Público é todo um exemplo desta forma de fazer política, a de esquecer os governos anteriores. Na verdade, o ministro desfia um rol de bons indicadores esquecendo-se de apresentar séries longas, esquecendo-se de dizer que a redução do défice, a redução do desemprego, a diminuição das taxas de juro ou a trajetória de crescimento, entre outros feitos destacados no artigo, começaram antes dele e do seu trabalho.

 

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