ESPECIAL // ENTREVISTA VÂNIA DIAS DA SILVA

ADOLFO MESQUITA NUNES

vice-presidente

EDITORIAL

Alunos reféns.

 

Numa entrevista na semana passada, quando confrontado com uma greve de professores marcada para o dia de exames finais, o Primeiro-Ministro não soube criticar o momento, a oportunidade, os motivos ou sequer a táctica grevista dos sindicatos. Como se não estivéssemos perante uma, mais uma, enorme desconsideração pelos alunos, pelos pais, pelos próprios professores, que durante um ano ou mais se prepararam para este crucial momento de avaliação, o Primeiro-Ministro limitou-se as umas palavras de circunstância: quase que parecia que estava a desculpar os sindicatos.

 

Sejamos claros, esta greve torna os alunos reféns dos sindicatos (e não confundo sindicato com professores, porque vai uma enorme diferença). E entre alunos e sindicatos, o Primeiro-ministro mostrou bem para onde lhe puxa o coração, talvez porque sem PCP não há governo. Esperava-se algo distinto, num país que quer mesmo qualificar as novas gerações e prepara-las para vencer num competitivo mundo. E bem pode o Primeiro-Ministro dizer que esta greve mostra que o governo não está nas mãos dos sindicatos: a forma ligeira, cheia de tibieza, que o Governo encontrou para lidar com esta greve é a demonstração clara, clarinha, de que são os sindicatos, não os alunos, a prioridade deste governo.

 

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