ESPECIAL // ENTREVISTA JOÃO REBELO

ADOLFO MESQUITA NUNES

vice-presidente

EDITORIAL

O Estado da Nação

 

Esta semana debatemos no Parlamento o estado da Nação.

 

Não foi um debate qualquer, de rotina, para verificar em quanto vai o crescimento ou o desemprego. Foi um debate na sequência de falhas clamorosas do Estado Português, perante os seus cidadãos e perante os nossos aliados e amigos: falhas de segurança, falhas de defesa, falhas de proteção.

 

Que Estado é este que temos, que se alarga por todo o lado e a pretexto de tudo e que, nesse alargamento, deixa a descoberto as suas mais básicas funções?

 

Que Estado é este que temos, que não consegue organizar-se para reagir a uma calamidade, que não consegue coordenar-se para enfrentar um desastre, que não consegue responder imediatamente a quem se vê perante um Inferno?

 

Que Estado é este que temos, que deixa o seu armamento à mão de um freguês mais astuto, que se deixa roubar, para depois disfarçar, fingir que nada se passou, que apenas de sucata estávamos a falar?

 

Que Estado é este que temos, que falha e torna a falhar sem que alguém, um Ministro, um líder de Governo, se digne vir reconhecer uma responsabilidade que sejam uma culpa que seja, um pedido de desculpas que se imponha?

 

A Nação que temos está desprotegida às mãos de um Estado que se estende para outras funções e nas costas de um Governo que só existe nas horas boas.

 

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