﷯ folhacds 12 JULHO 2017

OPINIÃO

 

Uma Geração de Mudança

- Francisco Laplaine Guimarães -

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Mudar é o mote da política. De que forma? Não há fórmulas mágicas nem soluções consensuais. Dependem do cunho pessoal de cada político. Posso falar-vos do meu modelo de projecção das mudanças que quero ver no mundo. Ambiciono fazer parte de um novo paradigma na política local, forjada na proximidade entre as pessoas, a começar, desde logo, no dia 1 de Outubro.

 

As eleições autárquicas deste ano são um exigente teste para a Geração mais qualificada de sempre. Aquela que cresceu a ouvir falar do descrédito na política, da democracia dos políticos presos em vez dos antigos presos políticos, que assistiu à denúncia dos “tachos”, dos “jobs for the boys”, que viu a profissionalização da política deixar de ser um meio para se tornar num fim em si mesmo.

 

Todavia, esta é também a nova vaga que reivindica o estatuto de impoluta e incorruptível, capaz de abolir os preconceitos e restaurar a confiança entre eleitos e eleitores. Com a oportunidade em mãos de mudar o status quo. De querer para si essa missão. Sem aceitar delega-a em terceiros que não conhece. Será possível acreditar que ainda há uma réstia de esperança? É difícil acreditar que ainda existe quem sonhe com isto? Pois bem, há quem sonhe, pense e viva em função desse objectivo. Há quem trabalhe todos os dias para que isso aconteça, há quem aposte seriamente na mudança.

Como, perguntar-me-á o leitor? É pertinente a questão para poder entender como é que um jovem de 26 anos, como eu, está preparado para ser Presidente de uma Junta de Freguesia. Pertenço a uma Geração de e para Portugal, que responde prontamente aos desafios do seu tempo, rejeitando hesitações e concessões ao politicamente correcto. Está nos partidos para servir e não para se servir. Tem o seu emprego, conquistado pela via da formação académica e não de compadrios. Essa qualidade dá-lhe independência para dizer o que pensa, em obediência exclusiva à consciência individual. Não existe risco em perder. Só há ganhos em tentar e vitória se acontecer. É uma aragem de esperança, com rostos e histórias para contar. Essa aragem milita na Juventude Popular. Falo-vos pelos seus dirigentes nacionais, em particular aqueles que conheço melhor. Fazem todos parte deste lote. É uma evidência distintiva da qual nos orgulhamos.

 

Desconfiados, alguns protestarão “é tão novo, não sei porque é que se candidata”. Aos 26 anos, com as nossas profissões e o acesso aberto, livre e célere à informação, temos experiência e conhecimento da vida que sobre para abraçar qualquer desafio. Possuímos recursos ilimitados para sermos melhores e mais qualificados.

 

Regressando à minha sede de mudança e ao dia 1 de Outubro. Sou candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara em Lisboa, que abrange a zona da Ameixoeira e Charneca.

"É uma aragem de esperança, com rostos e histórias para contar. Essa aragem milita na Juventude Popular. Falo-vos pelos seus dirigentes nacionais, em particular aqueles que conheço melhor. Fazem todos parte deste lote. É uma evidência distintiva da qual nos orgulhamos."

A propósito da especificação das localidades, é capaz de imaginar a quantidade de lisboetas que me interpelam com dúvidas geográficas “onde fica?”; “Charneca não é na Caparica?”. Se perguntarmos onde se situam as Freguesias de Alvalade, Belém, Ajuda ou as Avenidas Novas, ou até mesmo Olivais ou Marvila, facilmente as identificam no mapa da cidade.

 

A razão de ser é uma: Santa Clara não é uma prioridade. Nunca foi. Seja pelo executivo municipal mais cor-de-rosa ou mais laranja. Porquê? Ora, porque não tem interesse eleitoral. De que serve uma junta com 18 mil eleitores, com uma abstenção na ordem dos 61%, com 4 ou 5 bairros sociais? É preferívell mantê-la continuamente afastada do centro de Lisboa, como se viu agora com as novas carreiras da Carris anunciadas na “Rede de Bairros”.

O “esquecimento” propositado pela zona de Santa Clara é mais do que óbvio. É gritante e alarmante. Dá demasiado trabalho mudar. Seria necessário gastar tempo e algum dinheiro na inclusão social, em pessoas sem posses e vulneráveis, na coesão intergeracional, na educação de excelência para todos, na atractividade da economia local, nas acessibilidades e transportes, no lar de tantas e tantas famílias. Ora, a isto chamo-lhe desafio. E sim, é o maior desafio da minha vida.

 

Em Lisboa temos 5 candidatos jovens à Presidência de Juntas de Freguesia, oriundos dos quadros da Juventude Popular. Sim, o Diogo Moura, Presidente do CDS Lisboa, reconhece-nos a vontade e qualidade para a mudança (relembre o início do texto). Agora resta-nos mostrar, neste primeiro grande teste que somos capazes.