// NACIONAL DIA DO DISTRITO: VILA REAL _

A presidente do CDS, Assunção Cristas, esteve de visita a Chaves, Vila Real e Alijó, onde ouviu as preocupações do mundo rural.

 

Em visita a Trás-os-Montes, a líder centrista defendeu a criação de um estatuto fiscal para o interior, dizendo que ainda espera que esta proposta do partido seja aprovada pelo Parlamento, no âmbito do debate do Orçamento do Estado para 2018.

 

Assunção Cristas dedicou o dia ao mundo rural e ao interior do país, com passagens pela Feira das Varandas de Chaves, pela barragem do Alvão, em Vila Real, e pela adega de Alijó.

 

A líder do CDS elencou as propostas apresentadas pelo partido em sede do Orçamento do Estado para 2018 para estas zonas, com destaque para o “estatuto fiscal para o interior”, que entende que deve ser trabalhado no parlamento entre todas as forças políticas.

 

Esta iniciativa propõe uma metodologia de trabalho com representantes dos vários grupos parlamentares para “analisar imposto a imposto” e “todas as situações que podem, de facto, significar uma mudança de atratividade do próprio interior do país”, segundo Assunção Cristas.

 

“Sermos capazes de encontrar formas de tornar o interior mais atrativo e sobretudo mais capaz de fixar as pessoas”, reforçou.

 

Assunção Cristas referiu que há um domínio “que ainda não foi testado, que é a possibilidade de diferenciar o IRS para quem vive e se fixa no interior”.

 

“Nunca foi uma medida trabalhada e adotada. É preciso estudá-la tecnicamente”, salientou.

 

A presidente do CDS referiu que o “país é muito desigual, tem territórios muito desiguais, e níveis de rendimentos muito desiguais”, e considerou que “essa desigualdade também deve ser refletida nos próprios impostos de forma a descriminar positivamente” quem faz uma opção de vida pelo interior.

 

Numa audição parlamentar, recentemente, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse que esta proposta do CDS aumentaria o défice em “muitas centenas de milhões de euros”, falando em “irresponsabilidade”, o que é rejeito cabalmente pelo CDS.

 

Na visita à barragem de Lamas d’ Olo, Assunção Cristas mostrou-se também “muito preocupada” com os efeitos da seca que assolam o país, sobretudo as regiões do interior, falando na importância de se avançar para a criação de sistemas de regadio, para minimizar os prejuízos causados por longos períodos sem chuva. Seguiu depois para a Adega de Alijó, onde esteve com a direção, que tem vindo a recuperar a confiança junto dos viticultores, depois de um período complicado pelo qual passou.

 

﷯ folhacds 27 NOVEMBRO 2017