// ESPECIAL ESCOLA DE QUADROS 2017 _

Chegou ao fim a quarta edição da Escola de Quadros da Juventude Popular (JP). O maior fórum de formação política no quadro partidário, onde se procura desenvolver o perfil de cidadão activo dos jovens, cultivar a vontade de aprender, premiar o mérito e ensinar novas competências.

 

Este intento tem sido rigorosamente cumprido, porque encontrou no CDS liderado por Assunção Cristas, e no seu Coordenador do Gabinete de Estudos, Diogo Feio, parceiros institucionais que encaram a aposta nas novas gerações como um lucro, em vez de um prejuízo, do qual o partido tirará benefícios para liderar o futuro.

 

O primeiro dia da Escola de Quadros 2017 abordou os conceitos da defesa nacional e europeia, passou por uma análise ao terrorismo na União Europeia e acabou com uma conversa sobre a vitória de Portugal na Eurovisão.

 

O painel de abertura da EQ17, intitulado “Um novo conceito estratégico de defesa nacional e europeu”, contou com a presença do Almirante Macieira Fragoso e de João Soares. A moderação foi de João Campelos, e a discussão versou, entre outros temas, no atual contexto de ameaça do terrorismo internacional e a importância da NATO enquanto aliança militar no combate a essa ameaça.

Numa nota de destaque, João Soares confessou considerar Paulo Portas, “um excelente ministro da Defesa, se não o melhor, desde o 25 de abril", elogiando a solução por ele encontrada para as OGMA e, também, a compra dos submarinos, sublinhando que esta só não é compreensível para “quem não conheça as Forças Armadas, a Marinha e a afirmação no plano internacional que representa” esse tipo de equipamento ao serviço dos militares portugueses.

 

A discussão continuou depois com o painel “Terrorismo na União Europeia”, com Nuno Melo e Nuno Magalhães, e moderação de Luís Pedro Mateus. A conversa focou-se, pela parte de Nuno Magalhães, na questão dos serviços de informação e da falta de enquadramento legal para fazer escutas na luta antiterrorista, enquanto Nuno Melo insistiu na ideia de que há "um denominador comum" entre as pessoas que cometem atentados terroristas na Europa: "o pendor religioso extremista" islâmico. No entanto, o eurodeputado frisou também que, “quando falamos de terrorismo, temos, obviamente, de falar de uma boa gestão da crise dos refugiados", recorrendo a uma citação do papa Francisco em que o líder da Igreja Católica reconhecia o perigo de infiltração.

Chegou ao fim a quarta edição da Escola de Quadros da Juventude Popular (JP). O maior fórum de formação política no quadro partidário, onde se procura desenvolver o perfil de cidadão activo dos jovens, cultivar a vontade de aprender, premiar o mérito e ensinar novas competências. Este intento tem sido rigorosamente cumprido, porque encontrou no CDS liderado por Assunção Cristas, e no seu Coordenador do Gabinete de Estudos, Diogo Feio, parceiros institucionais que encaram a aposta nas novas gerações como um lucro, em vez de um prejuízo, do qual o partido tirará benefícios para liderar o futuro.

O dia terminou com uma descontraída análise da importância do fenómeno da Eurovisão enquanto projeto agregador de vontades e de união de um país, e do potencial de projeção internacional que representa para os países vencedores e organizadores, através das prestações de Adolfo Mesquita Nunes e Nuno Galopim.

 

O segundo dia foi longo e recheado de temas diversos, como a perspectiva histórica do 25 de Novembro, a importância da economia digital, a história da JP, o sistema político e a expansão dos nacionalismos e populismos na Europa e no Mundo.

 

O segundo dia começou com uma conversa entre o General Tomé Pinto e o historiador Rui Ramos, moderada pela Diana Vale, sobre o 25 de Novembro de 1975, dia que marcou o início do triunfo da Revolução Democrática sobre a marcha revolucionária do tipo comunista que ameaçava o Estado de Direito. Depois de tantos anos de uma ditadura de direita, o povo português mostrou não estar disposto a experimentar uma ditadura de esquerda, colocando um ponto final ao Processo Revolucionário em Curso (PREC). Foi o 25 de novembro que tornou possível salvar a democracia, consagrando a Liberdade.

 

Ainda durante a manhã, falou-se da nova economia digital, com Carlos Pedro Ferreira e Rui Nuno Castro, com Raquel Pinto a moderar. Numa altura em que a tecnologia alterou drasticamente a forma como pensamos e interagimos com o mundo à nossa volta, as organizações foram forçadas a evoluir para a era digital, levando as empresas a repensar por completo os seus produtos, serviços e modelos de negócio.

A tarde começou com uma sessão sobre a história da JP, com muitas memórias contadas na primeira pessoa por Pedro Mota Soares e Filipe Lobo d’Ávila, autores, em 2004, de um livro que assinalou o 30.º aniversário da então Juventude Centrista. A moderação foi de Francisco Tavares.

 

A fechar a tarde, Fernando Seara, acompanhado por Francisco Mota, falou do sistema político e da sua vasta experiência enquanto político, quer como deputado, quer como autarca. Uma sessão que foi uma verdadeira aula, cheia de dinamismo e sentido de humor, recheada de histórias que marcaram a carreira política do convidado.

 

O último painel marcou o regresso de Paulo Portas à Escola, para uma brilhante aula de política internacional, acompanhado por José Ramón García-Hernández, deputado do PP espanhol e porta-voz do partido para os Assuntos Externos e que contou também com a participação de Diogo Feio e com a moderação de Diogo Belford Henriques

 

O último dia da EQ17 começou com a tradicional sessão “5 minutos para defender uma boa ideia”, na qual os vários grupos, apresentam o resultado da sua aprendizagem ao longo dos três dias da iniciativa, sob a forma de uma ideia/projeto. O objetivo é não só testar a aplicação prática do conhecimento adquirido, mas também experienciar a comunicação em público e o poder de síntese de cada um dos grupos, e dos seus porta-vozes. A apreciação das ideias esteve, este ano, a cargo de Isabel Galriça Neto, António Carlos Monteiro e Pedro Pestana Bastos.

 

De seguida, realizou-se a sessão de encerramento, já com a presença da líder do CDS-PP, Assunção Cristas, e que contou com intervenções do coordenador da EQ, Diogo Feio, e do presidente da JP, Francisco Rodrigues dos Santos.

 

﷯ folhacds 28 NOVEMBRO 2017