_

 

ADOLFO MESQUITA NUNES

VICE-PRESIDENTE DO CDS-PP

E agora?

 

Repostos os rendimentos, a uma velocidade superior à que defendíamos e à custa da evidente degradação dos serviços públicos, este Governo deixou de ter qualquer estratégia, qualquer visão de futuro, qualquer caminho.

 

 É sobretudo por isso, por não lhes restar mais nenhuma ideia que não seja a manutenção do poder, que este Governo se enreda em erros e polémicas e desleixos. Enquanto houve rendimentos para repor, custe o que custar, o Governo tinha o que dizer e o que pensar; agora que a reposição se completa, que se sabe da visão de quem nos governa? O que os une?

 

 A sucessão de episódios mostrando um Governo errático (dos fogos ao Panteão, do Infarmed à contratação de figurantes para sessões de propaganda, só para dar alguns exemplos) é pois o retrato de um Governo que chegou ao fim do que o justificou. A partir de agora é o nada. Nada para as empresas, que criam emprego. Nada para o investimento, que permite emprego. Nada para a iniciativa privada, que faz mexer a economia. Nada para o que interessa porque o que interessa não satisfaz as clientelas da extrema-esquerda.

 

Sucede que seremos nós a pagar as contas desta irresponsabilidade, como sempre sucede depois de uma governação socialista. Os sinais de que este governo repete os passos irresponsáveis dos socialistas anteriores são muitos. Preparemo-nos para a campanha eleitoral que o Governo se prepara para começar. Se nada mais têm para fazer, porque não têm ideias nem estratégia, resta-lhes distribuir como se não houvesse amanhã, como se as eleições estivessem à porta.

 

EDITORIAL

NACIONAL _
PARLAMENTOS _

 

﷯ folhacds 27 NOVEMBRO 2017