// OPINIÃO Nuno Pereira _ // Tributo ao 25 de novembro

No dia 25 de abril, a comunicação social é inundada de notícias, reportagens e documentários que visam relembrar às gerações mais novas a importância da revolução militar de 1974 na instauração da democracia em Portugal.

 

No entanto, o mesmo não acontece no dia 25 de Novembro. A esquerda radical, com o apoio do PS, tudo faz para que não nos lembremos do importante papel que o “grupo dos nove” desempenhou para que no período do PREC, não transitássemos de uma ditadura salazarista para uma ditadura comunista. Até é historicamente factual que o PCP tudo fez para evitar e retirar legitimidade aos processos eleitorais pós 25 de Abril.

Mas como estaria Portugal se o PREC continuasse em curso?

 

Nunca iríamos condenar a existência do muro de Berlim e não levantaríamos a voz contra os crimes internos e externos da URSS.

 

No lugar do Centro Cultural de Belém teríamos uma praça para paradas militares e na antiga sede da rua António Maria Cardoso estaria uma nova polícia política.

 

Que estátua estaria no lugar de D. José I?

 

Como se chamaria a segunda ponte sobre o Tejo?

O 25 de Novembro é também isto, é democracia e liberdade, é direito à vida e ao progresso, é direito à propriedade e à justiça. É direito à felicidade.

Por isso, o CDS-PP reúne-se todos os anos na Amadora para comemorar o 25 de Novembro de 1975 e agradece aos militares e civis que tiveram a coragem de lutar por uma sociedade plural, livre e democrática!

Portugal estaria com semanas de trabalho de quatro dias para poupar energia, supermercados com prateleiras vazias e inflação galopante.

 

Haveria manifestações e marcação cerrada à oposição com a perseguição e existência de presos políticos.

 

Cerimónias de admiração e homenagem a ditadores populares de esquerda na toponímia municipal tais como ruas, avenidas ou certas rotundas!

 

Felizmente, a afirmação da democracia pluralista, pluripartidária e europeísta, nasce pela acção da força militar dos Comandos da Amadora.

 

Revalidaram a opção dos portugueses pela liberdade!

 

Não podemos deixar que a memória histórica seja esquecida. Nem em 1974 apoiámos ditaduras fascistas, nem em 1975 apoiámos ditaduras comunistas.

 

Mas estamos a assistir a um novo PREC político no panorama nacional. E para garantir a sobrevivência deste governo, usa-se a cosmética abolição da austeridade por impostos indirectos e pelas cativações.

 

Em consequência, o Estado falha nas funções que são essenciais! Sobrecarrega quem produz riqueza no país em benefício dos sectores e corporações que se alimentam das rendas, dos subsídios e das benesses provenientes do Orçamento de Estado.

 

Somos constantemente defraudados pelas boas intenções do governo em que o resultado é sempre o mesmo, uma parte da sociedade a viver à custa da outra.

Consigo entender que o aumento do peso do Estado, que já atinge mais de 50% do PIB, pode ser uma boa forma de controlar votos. Com três milhões e meio de pensionistas, mais 600 mil funcionários públicos, 400 mil desempregados e ainda mais 200 mil a receber RSI, chegamos a quase 5 milhões de pessoas e se incluirmos os filhos, facilmente ultrapassamos os 6 milhões de pessoas que, de uma forma ou outra, têm como patrão o Estado. E quando se promete aumentos isso costuma resultar. Excepto para os que ainda se questionam, de forma inteligente, como é que tudo isso vai ser pago…

 

O saque fiscal vai continuar até não haver, mesmo, mais dinheiro para pagar mais socialismo. Por enquanto folgam as costas de alguns, as costas das clientelas políticas que influenciam a maioria do parlamento que suporta este governo.

 

Precisamos de uma nova mentalidade que, de uma forma democrática, esteja disposta a colocar em primeiro lugar a Liberdade, depois o Estado e terminar com o embuste que é o preâmbulo da Constituição da República Portuguesa: “o caminho para a sociedade socialista”.

 

Porque não podemos deixar que o Estado volte a ser repressivo.

 

O 25 de Novembro é também isto, é democracia e liberdade, é direito à vida e ao progresso, é direito à propriedade e à justiça. É direito à felicidade.

 

Por isso, o CDS-PP reúne-se todos os anos na Amadora para comemorar o 25 de Novembro de 1975 e agradece aos militares e civis que tiveram a coragem de lutar por uma sociedade plural, livre e democrática!

 

﷯ folhacds 27 NOVEMBRO 2017