// DESTAQUE ENTREVISTA: ASSUNÇÃO CRISTAS

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ADOLFO MESQUITA NUNES

VICE-PRESIDENTE DO CDS-PP

A nossa alternativa

 

O governo socialista exibe os seus resultados no défice e logo se diz que estão a fazer, talvez até com menos dor, aquilo que PSD e CDS se propunham fazer. No fundo, e esse é objetivo de todos aqueles que repetem essa tese, votar nos partidos à direita do PS nas próximas eleições nem vale a pena, já que o PS se encarregará de fazer o mesmo, com a vantagem de que cala a extrema-esquerda.

 

É preciso dizer que isso não é verdade. O caminho deste governo não é o nosso, não teria sido o nosso.

 

O caminho de PSD e CDS nunca passou por fazer recair a totalidade dos cortes na despesa nos serviços públicos, nunca apostando, como este governo, que é melhor ter funcionários satisfeitos e utentes com piores serviços do que o inverso. A ideia foi sempre a de distribuir tão proporcionalmente quanto possível esses cortes, entre funcionários e serviços, para evitar o que hoje sucede, precisamente, a absoluta degradação dos serviços públicos.

 

O caminho de PSD e CDS nunca passou por fazer recair o aumento da carga fiscal nos impostos cegos ao rendimento, que prejudicam desde logo aqueles que, por falta de recursos, já nem impostos sobre rendimento pagam, nunca apostando, como este governo, que é melhor ter a classe média a receber mais sem se aperceber de que está a pagar mais em impostos. A ideia foi sempre a de encarar os aumentos da carga fiscal, tão provisórios quanto possível, numa perspetiva de progressividade.

 

O caminho de PSD e CDS nunca passou por aproveitar a sombra da bananeira dos juros do BCE para não fazer uma única reforma no nosso modelo económico e de competitividade, nunca apostando, como este governo, que é melhor ter a extrema-esquerda agradada com a ausência de reformas do que fazer o necessário para garantir que não voltamos a cair noutra. A ideia foi sempre a de querer resolver os nossos problemas estruturais, não apenas deixarmo-nos estar até à próxima tempestade.

 

Este caminho alternativo continua atual para o CDS. Não estamos iludidos com brilharetes orçamentais à custa da absoluta degradação dos serviços públicos. E sabemos que conseguiremos equilibrar as contas de forma mais justa e menos desigual.

EDITORIAL

NACIONAL _
AUTARCAS _

 

﷯ folhacds 19 ABRIL 2018