// PARLAMENTOS CDS interpela Governo sobre transportes e acessibilidades // ALRAA

O líder do CDS Açores, Artur Lima, considerou no decorrer da interpelação ao Governo Regional sobre transportes e acessibilidades proposta pelo CDS, que a Região precisa de um novo paradigma de políticas públicas que garantam parâmetros de exigência, rigor, transparência e eficiência na utilização e aplicação dos recursos públicos regionais.

 

Artur Lima referiu que o processo de alienação de 49% do capital da SATA, anunciado por Vasco Cordeiro, “é, já hoje, mais uma operação de transparência duvidosa, em que, à semelhança de tantas outras decisões deste governo, ainda não se sabe quais são os interessados e como se vai realizar o negócio”. Para o líder do CDS, esta foi “a saída possível à boa maneira socialista para o problema financeiro do Grupo SATA. Uma espécie de fuga para a frente com que, atabalhoadamente, como é usual, se tenta esconder dos açorianos o desastre de uma gestão irresponsavelmente megalómana que foi sempre defendida e validada pela governação PS”.

 

Para o líder da bancada parlamentar centrista a SATA está cada vez menos ao serviço dos açorianos, reiterando que a “Azores Airlines deixou de voar para o Faial para voar para Londres. Reduziu as ligações Terceira-Lisboa para voar para Frankfurt. Suprimiu o voo Terceira-Porto para voar para Cabo Verde”, ao mesmo tempo que não são concertadas as ligações inter-ilhas com os voos provenientes do exterior, com graves constrangimentos para a vida dos açorianos.

 

O deputado Artur Lima referiu que “nos dois últimos anos, no período de verão, não houve ligações inter-ilhas suficientes para atender às necessidades das nossas populações, havendo até doentes que desesperaram por uma viagem e foram forçados a adiarem as suas deslocações para consultas e tratamentos”. Ainda no campo das consequências resultantes da falta de transportes, Artur Lima questionou as razões pelas quais não foram ainda tomadas medidas que acautelassem o transporte de macas e incubadoras nos voos da TAP, quando está em causa o acesso à saúde dos açorianos.

 

No que se refere ao transporte de carga aérea, o líder do CDS lembrou que o Governo da República já avançou com dois concursos públicos para assegurar o transporte, porém, o primeiro ficou deserto e o segundo foi anulado.

É conhecido que o Governo se prepara para lançar um terceiro concurso, e sabendo-se que existe um operador privado interessado em assegurar o serviço, Artur Lima questionou a razão perante a qual o operador não pode operar, e “como se explica isso aos açorianos que não recebem as suas encomendas” e “como se explica isso aos nossos empresários, aos nossos agricultores e aos nossos pescadores que não conseguem receber nem expedir atempadamente os seus produtos”.

 

 

 

﷯ folhacds 19 ABRIL 2018