// OPINIÃO Miguel Capão Filipe _ // Prá-Frente-Portugal

Os tempos de hoje são oportunidades sem-par na história da História.

 

O Sistema mudou.

 

Com o XXI Governo e o apoio parlamentar por um espécimen de Frente de Unidade Revolucionária – aliança-das-esquerdas-inimigas-entre-si-de-sempre, coisa só avistada em 1976, deu-se o advento de uma nova regra (democrática).

 

O Governo pode ser chefiado por um primeiro-ministro que não encabece o partido mais votado em eleições legislativas.

 

Esta circunstância extra-ordinária da nossa democracia semipresidencial de viés parlamentarista fará com que - competindo aos 230 deputados da Assembleia Nacional aprovar o programa e o orçamento de estado – possa fazer governo quem somar 116 deputados, independentemente do 1º lugar.

 

O Espectro Partidário mudou.

 

Portugal sofre uma mania bipolar de social-democracia – a tal que faz questão de se chegar a uma sociedade do tipo socialista, mas por evolução democrática, nada de revoluções.

 

PS e PSD dividem tarefa de governar em alternância, mais de pessoas e menos de políticas, através de géneros de social-democracia-com-ou-sem-socialismo-democrático; um fado nacional de 40 anos, por vezes com aditivo democrata-cristão.

Mas eis que o PS tira o socialismo da gaveta - gesto anti profético de 1978: a revolução socialista ultrapassa a social-democracia-com-socialismo-democrático; sobrevém os outros socialismos, do PCP (estalinista), do BE-UDP-PSR (marxista, trotskista, mandelista), ou tudo e o seu contrário.

 

Com o PS menos social-democracia-com-socialismo-democrático, o PSD ficou mais social-democrata-sem – socialismo-democrático e certamente menos PPD. Ou a atentar era uma vez uma velha história, a do bloco-central.

 

Então e o CDS? “A vida é uma sucessão contínua de oportunidades.”

 

Os partidos democratas-cristãos e as características da sua ideologia são a doutrina com melhor capacidade de responder aos desafios da sociedade contemporânea e ao diálogo intergeracional - constantemente em evolução.

 

Todas estas mutações e a necessidade de adaptação das doutrinas ao Século XXI e às novas gerações – incluindo as tecnologias de informação, comunicação e electrónica - devem percepcionar a oportunidade de liderança autêntica do centro-direita pela democracia-cristã e pelo CDS como primeira escolha dos portugueses: CDS prá-frente!

 

﷯ folhacds 19 ABRIL 2018