// DESTAQUE CDS insiste na Educação

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ADOLFO MESQUITA NUNES

VICE-PRESIDENTE DO CDS-PP

Eutanásia

 

No dia 29, o Parlamento vai votar as propostas das esquerdas sobre a eutanásia.

 

O CDS é o único partido que se mostrou contra essas propostas, na sua generalidade e no que possa resultar da sua especialidade.

 

Essa unanimidade resultou da confluência de várias sensibilidades, vários argumentos, várias perspectivas, todos com uma mesma conclusão: uma matéria como esta não pode ser legislada assim, à pressa, sem debate, por pressão das esquerdas, com propostas levianas que não levam em conta as consequências terríveis que legislações semelhantes tiveram noutros países. Não se trata da liberdade de escolher morrer sem sofrimento, trata-se de estabelecer um sistema público através do qual alguém para ser morto - algo muito distinto.

 

Essa unanimidade não resulta de uma qualquer convicção confessional mas antes de uma conclusão comum às várias sensibilidades e às várias dúvidas: uma matéria tão radical, que toca com a vida e a morte, não pode ser decidida assim. Há depois espaço para vários argumentos contra, nem todos conciliáveis, nem todos com o mesmo grau de relevância. E há também espaço para certezas de uns e dúvidas de outros. Mas o que é comum é a convicção profunda de que a eutanásia, pela sua radical consequência, por ser uma matéria que toca tão profundamente com a vida e a nossa existência, não deveria servir de prova de vida parlamentar das esquerdas, nem de moeda de troca para acordos parlamentares. Há matérias que deveriam escapar a esses jogos, e este é um deles.

 

E quem vos escreve é particularmente insuspeito nestas matérias.

EDITORIAL

NACIONAL _
AUTARCAS _

 

﷯ folhacds 16 MAIO 2018