﷯ folhacds 27 JULHO 2018

O cabeça de lista do CDS, Nuno Melo, lançou a pré-campanha para as eleições europeias, num apelo à participação dos cidadãos com dez meses de antecedência para não ser "um simulacro pré-eleitoral".

 

"Não queremos transformar a audição às pessoas num simulacro pré-eleitoral, queremos realmente ouvir as pessoas, saber o que pensam, o que podemos aproveitar da sua sensibilidade em relação ao futuro da Europa. Isso implica que tudo possa ser tratado com alguma antecedência, já estamos a menos de um ano das eleições europeias e isso não é possível a três meses das eleições", disse Nuno Melo.

 

O primeiro outdoor do CDS foi colocado em Matosinhos, ao mesmo tempo que se inicia o contacto com a população, com a distribuição de um panfleto com dez ideias centristas para a Europa e um apelo a que os cidadãos contribuam com ideias e propostas.

No folheto, com o rosto e a assinatura de Nuno Melo, os centristas dirigem-se aos eleitores e perguntam: "Quais as principais preocupações em relação ao futuro da Europa?" e "Que mudanças julga importantes para a construção de um projeto europeu mais eficiente e próximo dos cidadãos?”.

 

As respostas podem ser enviadas por correio eletrónico ou pelas redes sociais, num processo de auscultação semelhante ao que a presidente do partido, Assunção Cristas, utilizou nas autárquicas de Lisboa e, atualmente, com o 'Ouvir Portugal', para construção do programa eleitoral para as legislativas.

 

O folheto contém também "10 ideias-chave" sobre o CDS e o projeto europeu e uma "nota programática, porque é "distintiva dos outros partidos", declarou Nuno Melo.

 " Não queremos transformar a audição às pessoas num simulacro pré-eleitoral, queremos realmente ouvir as pessoas, saber o que pensam, o que podemos aproveitar da sua sensibilidade em relação ao futuro da Europa. Isso implica que tudo possa ser tratado com alguma antecedência, já estamos a menos de um ano das eleições europeias e isso não é possível a três meses das eleições. "

A recusa do federalismo, o reforço das políticas de coesão e "maior justiça" na distribuição da Política Agrícola Comum (PAC), rejeitando impostos europeus, "melhores regras de sustentabilidade da zona euro e a concretização da união bancária", um mecanismo europeu de proteção civil eficaz e medidas contra a seca e a desertificação, são algumas dessas ideias.

 

Em matéria de migrações, o CDS afirma que "acreditamos que o espaço europeu pode ser um destino de acolhimento para outros povos, mas exigimos respeito pelas nossas leis, valores e costumes. A segurança dos cidadãos é uma prioridade".

 

A ligação da Península Ibérica às redes energéticas europeias, o mar e a 'economia azul' como desígnios nacionais, a criação do mercado único digital e políticas europeias de estímulo ao crescimento demográfico, são as outras ideias abordadas.

 

O CDS foi o primeiro partido a anunciar os candidatos às eleições europeias, em março, no Congresso de Lamego, com o ex-ministro da Segurança Social Pedro Mota Soares, a professora universitária Raquel Vaz Pinto, e o especialista em Direito do Mar Vasco Weinberg a juntarem-se a Nuno Melo, o cabeça de lista.