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ADOLFO MESQUITA NUNES
VICE-PRESIDENTE DO CDS-PP
A alternativa somos nós
Um país que teve três intervenções externas em 40 anos é um país que tem problemas estruturais de crescimento, que tem um modelo de desenvolvimento errado, medíocre. Ora, desde 1995 até hoje, o CDS apenas teve oportunidade de governar durante 6 anos, 4 deles durante e na sequência da intervenção externa provocada pelo desgoverno socialista. Todos os outros anos foram de governo socialista, o responsável primeiro pelo modelo de crescimento que temos seguido. Para mudarmos este estado de coisas, temos de assumir claramente que precisamos de mudar de modelo, que basta de socialismo.
O CDS é neste momento o único partido que recusa o socialismo como modelo, que recusar servir de muleta ou de amparo ou de ajuda ao PS e a António Costa. O CDS é neste momento o único partido que não considera aceitáveis propostas do Bloco de Esquerda que têm como pressuposto que a propriedade é roubo ou que o lucro é pecado. O CDS é neste momento o único partido que sabe, que afirma, que para podermos crescer temos de vencer António Costa e o socialismo das esquerdas. A alternativa somos nós.
O próximo ano vai ser um ano duro, de eleições, com muito eleitoralismo e muita irresponsabilidade. Mas também por isso será um ano fundamental para exibir, com orgulho, a condição que ostentamos desde 1976: o partido que não se revê num modelo de crescimento que não cresce, num modelo de desenvolvimento que não desenvolve. Vai ser um ano de muito trabalho, porque a alternativa não se basta com vontade ou com palavras mas tem de passar por propostas e acção. Mas é nisso que estamos empenhados. Ao trabalho.
EDITORIAL
“‘O grande desafio para 2019 é esse, ou seja, mostrar, nas Regiões Autónomas e no país, a utilidade do CDS enquanto força política. A utilidade prática das ideias do CDS. Das propostas do CDS. Dos valores do CDS. ”