// OPINIÃO RUI BARRETO _ // Sobre o “voto útil” e o voto que é útil

O próximo ano será da “política-espetáculo”. O Governo já começou, anunciando uma série de medidas eleitoralistas, com o objetivo de garantir mais alguns anos de poder, absoluto ou condicionado pela agenda da extrema-esquerda, que também já deu início às hostilidades, ora prometendo aquilo que foi incapaz de realizar nos últimos três anos; ora congratulando-se com a atuação do executivo; ora fugindo dele, como se de sarna Costa padecesse.

 

O PSD também já deu o tiro de saída, sendo que, no caso em apreço, o espetáculo é interno, lembrando aquilo que Churchill terá dito a um jovem deputado que se estreava em Westminster: “é ali que se sentam os nossos inimigos?”, perguntou o estreante.  “Ali sentam-se os nossos adversários; os nossos inimigos sentam-se ao nosso lado, nesta mesma bancada”, respondeu o velho leão.

 

Todos sabemos que a “política-espetáculo” é, muitas vezes, o oposto da política útil. Da atuação política que procura servir os cidadãos e a comunidade. Se o sabemos, aproveitemos para posicionar o CDS como o partido útil. Como o partido que merece não o voto útil, mas sim receber um voto que é útil.

 

O grande desafio para 2019 é esse, ou seja, mostrar, nas Regiões Autónomas e no país, a utilidade do CDS enquanto força política. A utilidade prática das ideias do CDS. Das propostas do CDS. Dos valores do CDS.

 

No tempo que alguns definem como sendo o tempo da “realidade líquida”, mostremos solidez, como temos feito até agora. Assumamo-nos como o contraponto à prática política que procura fazer do zig-zag uma estranha linha reta. Se o fizermos e se conseguirmos comunicá-lo, a meta de um resultado histórico estará cada vez mais próxima.

 " O CDS Madeira está mobilizado e está moralizado. Tem bons quadros e está também concentrado em atrair “gente de fora”, gente com qualificações e experiência; gente que partilhe os nossos valores e que acrescente novos tons à palete de cores com que vemos o mundo. "

É isso que faremos na Madeira. O último Congresso Regional foi claro na escolha que fez e a eleição desta direção, por mim presidida, demonstra a vontade inequívoca de voltar a assumir o CDS como alternativa política a um PSD que é uma clara desilusão e a um PS que não passa de uma ilusão, pois quem não consegue governar uma cidade, dificilmente consegue governar uma Região.

 

O CDS Madeira está mobilizado e está moralizado. Tem bons quadros e está também concentrado em atrair “gente de fora”, gente com qualificações e experiência; gente que partilhe os nossos valores e que acrescente novos tons à palete de cores com que vemos o mundo.

 

Estamos empenhados em mostrar que somos úteis à nossa comunidade, através daquilo que propomos, daquilo que defendemos. Mas também através do exemplo que damos onde somos governo e onde somos oposição de forma assertiva, mas também construtiva.

 

De nós, não se espere espetáculo, porque “circo é em Dezembro”, como dizia, com alguma graça, uma das minhas avós. De nós pode esperar-se solidez, empenho, vontade, mas também gosto em estar com as pessoas e em ouvi-las, porque a política não pode ser vista como um sacrifício. Vamos andar pela rua e não o vamos fazer contrariados!

 

Em 2019, como sempre, a Presidente Assunção Cristas e toda a estrutura nacional do CDS podem contar com o empenho, com apoio, com a lealdade e também com a frontalidade do CDS da Madeira.

 

Em 2019, o CDS da Madeira - que enfrentará aquelas que serão, provavelmente, umas das mais difíceis eleições legislativas regionais de sempre - tem a certeza de que receberá, da parte da estrutura nacional, o mesmo que lhe dará, porque Portugal constrói-se no continente, mas também nas Regiões Autónomas, sendo elas que dão ao país a dimensão que ele tem.

 

Em 2019, mostraremos, no continente, na Madeira e também nos Açores, que há uma diferença substancial entre o “voto útil” e o voto que é útil. Estou certo de que faremos por merecer que o CDS seja percecionado como o partido em que é útil votar.

 

 

 

﷯ folhacds 18 SETEMBRO 2018