// PARLAMENTOS Tancos: Obrigaremos a que haja escrutínio // ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O CDS-PP vai propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos factos que rodeiam o desaparecimento de material militar de Tancos.

 

De acordo com Nuno Magalhães, líder da bancada parlamentar, o objecto da iniciativa é apurar as responsabilidades políticas de todo este processo, sendo que as responsabilidades criminais estão sob alçada dos tribunais.

 

"Queremos apurar aquilo que foi feito e não foi feito pelo ministro da Defesa Nacional para impedir o furto de material de guerra, para que fosse recuperado o mais depressa possível e para apurar responsabilidades internas, dando garantias de que não voltasse a suceder”.

 

 

Para o CDS-PP o ministro Azeredo Lopes devia ter dado esclarecimentos políticos nos últimos 13 meses, mas não o fez.

 " O CDS não ouviu nenhuma explicação da parte do Governo. Primeiro houve desvalorização e depois omissão ao não dar explicações. E até uma contradição quando o ministro duvidou que tivesse havido roubo e o ministro dos Negócios Estrangeiros disse ser um caso gravíssimo "

“O CDS não ouviu nenhuma explicação da parte do Governo. Primeiro houve desvalorização e depois omissão ao não dar explicações. E até uma contradição quando o ministro duvidou que tivesse havido roubo e o ministro dos Negócios Estrangeiros disse ser um caso gravíssimo".

 

O CDS-PP tem sido, desde o início deste caso, o único partido que tem insistido no Parlamento pelo seu esclarecimento e a hipótese de propor uma comissão de inquérito já estava a ser ponderada há vários meses. A iniciativa será agora concretizada.

Também no debate quinzenal com o Primeiro-ministro, Assunção Cristas reafirmou que o CDS-PP pretende fazer um apuramento completo das responsabilidades políticas no caso do furto do armamento.

 

“Obrigaremos a que haja escrutínio”, prometeu.

 

 

 

﷯ folhacds 4 OUTUBRO 2018