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ADOLFO MESQUITA NUNES

VICE-PRESIDENTE DO CDS-PP

As esquerdas não gostam de falar de natalidade

 

Portugal vive um problema demográfico considerável, com uma das mais baixas taxas de natalidade da Europa. Esta circunstância é desde logo um problema porque todo o edifício do nosso Estado Social assenta na pirâmide demográfica. Uma pirâmide de base estreita, para onde estamos a caminhar, será incapaz de sustentar o Estado Social que temos. Mas é também um problema porque uma sociedade com poucas crianças é tendencialmente uma sociedade menos criativa, menos inovadora, menos apostada no futuro e na disrupção. Num Mundo tão global e tão veloz, nenhum país se pode dar ao luxo de não ser criativo e inovador.

 

Infelizmente, o CDS tem estado sozinho no combate a este problema. Não estamos sozinhos na identificação do problema, que anda na boca de toda a gente, mas estamos sozinhos, isso, na apresentação de propostas estruturais e complementares que ajudem a mitigar o problema. De cada vez que o CDS traz este assunto ao debate, logo aparece a esquerda e a meia-esquerda a desconversar, a transformar um problema estrutural numa questão ideológica, como se a natalidade pudesse ser uma questão ideológica. Uma vez mais assim voltou a suceder, com o CDS a ver chumbadas todas as suas propostas nesta matéria. Não vamos desistir, mas seria útil que ficasse claro que aqui, como em muitas outras matérias, o CDS é o partido que vai um passo à frente, com propostas estudadas e apresentadas, assim se constituindo como a verdadeira alternativa às esquerdas.

 

No nosso programa eleitoral voltaremos a apresentá-las, assim como a várias outras, porque nenhum partido responsável pode virar as costas a um dos principais desafios que o país enfrenta.

EDITORIAL

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AUTARCAS _

 

﷯ folhacds 4 OUTUBRO 2018