Somos do centro direita moderado, das liberdades, das tradições, do respeito pela dignidade da pessoa, pelo valor da vida, da solidariedade

 

Com 102 participantes, a EQ18 contou este ano com um programa especialmente dedicado ao tema da Europa.

 

Na sessão de encerramento, o líder da JP fez questão de frisar que o centro europeu não pode ser de faz de conta, light ou sem calorias.

 " Temos candidato. Um nome que representa o nosso caderno de encargos e este processo de intenções. O “EuroGuima” será o número 1 da JP, prova do empenhamento com que a JP se vai entregar a este desafio do CDS. " FRANCISCO RODRIGUES DOS SANTOS

«Não seremos nunca um centro direita de protesto, do contra, ou fraturante, que faz do populismo arma política. Os extremismos são de direita de esquerda e igualmente perigosos. Somos do centro direita moderado, das liberdades, das tradições, do respeito pela dignidade da pessoa, pelo valor da vida, da solidariedade. Somos a direita pró europeia que respeita a sua matriz fundadora. Servimo-nos da mudança para moderar as roturas. Não acreditamos no federalismo como solução. Defendemos a pró atualização dos valores fundamentais da Europa».

 

E foi com base neste caderno de encargos que Francisco Rodrigues dos Santos apresentou o candidato da JP às próximas eleições europeias, em 2019, integrando a lista do CDS-PP:

 

«Temos candidato. Um nome que representa o nosso caderno de encargos e este processo de intenções. O “EuroGuima” será o número 1 da JP, prova do empenhamento com que a JP se vai entregar a este desafio do CDS».

 

Garantindo que a JP continuará, com Assunção Cristas, a manter-se a salvo das matrioscas das esquerdas que fazem a dívida levantar voo e devassam as economias privadas, e das maiorias que empurram as novas gerações de encontro ao abismo, hipotecando o seu futuro, Francisco Rodrigues dos Santos lembrou que nem todo o centro-direita em Portugal parece ter este seguro contra as hecatombes de esquerda.

 

«Há uma parte do centro-direita que de cada vez que olha para o PS parece estar a ver um reflexo de si próprio. Mas nós, de cada vez que olhamos para o PS vemos cada vez mais aquilo que não queremos ser».

 

E recorrendo a uma música dos D.A.M.A., o líder da JP ilustrou a relação entre António Costa e Rui Rio:

 

«Às vezes não sei o que quero e tu tá bem

Às vezes não sei o que queres e digo ok

Às vezes fazes não sei o que faço e tu tá bem

Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém.

 

E toda a gente já percebeu que com eles ‘tá-se’ bem e que com o CDS não está nada bem porque fazemos oposição e apresentamos alternativa. Queremos liderar o centro-direita em Portugal».

 

Francisco Rodrigues dos Santos falou ainda das propostas da JP para o alojamento estudantil em Portugal, um pilar fundamental para o alargamento da democratização do Ensino Superior, no quadro da inclusão social e do bem-estar dos estudantes, defendendo que o tratamento desta bandeira se deve revestir de carácter prioritário num Estado de Direito Democrático, baseado na igualdade de oportunidades.

 

«Não queremos viver num país que coarte a liberdade de escolha às novas gerações, por falta de recursos, que ambicionam prosseguir a sua realização académica e profissional pela via da frequência no ensino superior. Logo, a JP propõe um pacote de políticas públicas que possam, já no próximo Orçamento do Estado, promover energicamente o acesso dos universitários ao alojamento estudantil».

 

A sessão tinha começado com Diogo Feio, diretor da Escola de Quadros do CDS, a pedir a Assunção Cristas para o partido não ir para as próximas eleições a pensar em pequeno, mas sim com a ambição máxima de que a líder do CDS seja primeira-ministra.

 " Sabemos que é mais um Orçamento de continuidade que não serve o futuro do país e a criação de riqueza sustentada no país. Queremos poder distribuir bem mais do que migalhas. " ASSUNÇÃO CRISTAS

«As pessoas sabem que com o PS, com António Costa, nós não fazemos acordos. Somos uma oposição que faz propostas. Somos estáveis, confiáveis. Connosco não vai haver surpresas. Se há voto seguro no próximo ano, é o voto no CDS».

 

A encerrar, Assunção Cristas pediu à JP para arregaçar as mangas e ir para a rua convencer os eleitores de que o CDS é o único partido que não viabilizará um governo de António Costa.

«As esquerdas unidas não são uma inevitabilidade hoje e em 2019 e a mudança é com o CDS».

 

No seu discurso, atacando a remodelação do Governo, Assunção Cristas lembrou o lamentável e caricato caso de Tancos, que mais pareceu uma série da Netflix e levou o CDS a pedir uma comissão parlamentar de inquérito:

 

«Após largos meses, a dizer que tinha toda confiança no ministro da Defesa a remodelação é feita por arrasto, arrasto penoso de uma situação insustentável, e é mais um sinal da extraordinária fragilidade do primeiro-ministro. A remodelação não resolve nada. Quem precisa de ser remodelado é António Costa, que já mostrou várias vezes não ter estatura para ser primeiro-ministro».

A líder do CDS censurou também o campeonato de medidas do OE2019 entre PCP e Bloco, até de algumas apresentadas pelo CDS e anteriormente chumbadas, como a redução do IVA da Cultura.

 

«Sabemos que é mais um Orçamento de continuidade que não serve o futuro do país e a criação de riqueza sustentada no país. Queremos poder distribuir bem mais do que migalhas».

 

A terminar, Assunção Cristas reafirmou que o somos os únicos, somos alternativa.

 " Portugal vai perder 7% dos fundos de coesão, enquanto há outros países que vão ganhar e outros que vão perder, o que não é aceitável, sobretudo quando se discute a criação de impostos europeus que se pede que sejam pagos por todos por igual. " NUNO MELO

Dia 1 - O futuro da Europa

 

O primeiro debate da EQ18 foi dedicado ao Futuro da Europa e contou com o eurodeputado e cabeça-de-lista do CDS-PP às eleições europeias de 2019, Nuno Melo, e com o deputado João Pinho de Almeida.

 

Na sua intervenção, Nuno Melo antecipou que Portugal vai perder 7% dos fundos de coesão, enquanto há outros países que vão ganhar e outros que vão perder, o que não é aceitável, sobretudo quando se discute a criação de impostos europeus que se pede que sejam pagos por todos por igual.

 

O eurodeputado do CDS-PP alertou para o facto de a distribuição dos fundos de coesão, que poderiam aproximar os mais pobres dos mais ricos, ser assimétrica.

 

Em relação à política de acolhimento de migrantes, Nuno Melo defendeu que o controlo de fronteiras terá que acontecer na Europa, já que existem dados que apontam para que uma parte significativa dos migrantes que pede para entrar na Europa tem antecedentes criminais.

João Pinho de Almeida, por seu turno, começou por defender que cada um dos países europeus tem a sua história mas que a Europa tem uma história no seu todo, feita de guerras e alianças. E esta história é fundamental para entender e discutir a realidade e o futuro da Europa atual.

 

O deputado abordou várias questões que atualmente preocupam a União Europeia, nomeadamente as que se relacionam com a Turquia e os Balcãs.

 

João Almeida falou também aos jovens alunos da Escola de Quadros sobre o cada vez maior alheamento dos cidadãos em relação às políticas europeias e ao reconhecimento da sua importância no desenvolvimento das últimas décadas, alertando para a necessidade de denunciar o populismo e hipocrisia dos que recusam e atacam a Europa, diariamente, mas estão na primeira linha da reclamação de todas as responsabilidades que a Europa tem para com o país, referindo-se ao BE e ao PCP.

 

Dia 2 - A Europa no centro das atenções

 

‘E Deus criou o mundo’ foi o mote que deu início ao segundo dia da EQ18. Um debate sobre credos, entre Carlos Quevedo, Isaac Assor e Khalid Jamal, com base no programa semanal da Antena 1 com o mesmo nome.

 

A laicidade foi um dos temas abordados, tendo Carlos Quevedo afirmado que o Estado laico quando foi constituído, foi com a intenção de existir uma neutralidade em relação aos credos, algo que, afirmou, é praticamente impossível de realizar. Um Estado laico como antagónico das religiões pressupõe que todas as religiões e todos os Estados são iguais e isso não é verdade. As diferenças entre religiões têm que ser reconhecidas, sem discriminações positiva ou negativa, e um Estado para ser neutral tem que dar uma autonomia religiosa que não contradiga os princípios jurídicos do próprio Estado.

 

Depois de uma introdução do judaísmo, Isaac Assor falou das suas preocupações em relação ao surgimento, na Europa, de partidos políticos que estão a entrar num fanatismo de extrema direita. Particularmente em países como França, com grandes comunidades muçulmana e judaica, algumas dos costumes destes credos começam a ser antagonizados pela sociedade, chegando mesmo a ser perigosos para os seus praticantes. O grande perigo na Europa, atualmente, é o aumento do antissemitismo, da perseguição religiosa, não só relativamente a judeus, mas também em relação aos muçulmanos. E no Médio Oriente, por exemplo, há comunidades cristãs que estão a ser dizimadas e pouco se fala disso.

 

Khalid Jamal apresentou uma visão do Islão, mas frisou que a assimilação de valores culturais ocidentais é a única forma para uma integração saudável e feliz das religiões: «Quem não quiser e não tiver um sentimento de integração e de afetividade, um vínculo emocional ao nosso país, não merece cá estar», disse. Para Jamal, a religião não se consegue impor pela mediocridade dos seus líderes, a falta de preparação dos líderes religiosos faz com que a religião se torne impopular. Não havendo soluções milagrosas, é necessário um aligeiramento da abordagem religiosa, não em versão light, mas com rigor. É preciso conhecer as religiões para as compreender e aceitar, concluiu.

A segunda sessão, sobre ‘Os Desafios da Defesa Nacional’, teve como convidado o Tenente-General Faria de Menezes, agora na reserva, que defendeu a valorização da instituição militar. A resposta à falta de quadros nas Forças Armadas (FA) tem de passar por um maior investimento, e não pelo regresso do Serviço Militar Obrigatório (SMO), que não resolve o problema da falta de militares. O atual modelo das FA assenta no profissionalismo e em contratos de curta duração, sendo que o défice de quadros só será contrariado com melhores salários e uma carreira com quotas definidas para o ingresso na Administração Pública ou nas forças de segurança.

 

O início da tarde foi dedicado ao tema de ‘Portugal na Revolução digital’. Leonor de L’Hermité defendeu a importância da rapidez no acesso a dados, considerando que as empresas em Portugal ainda são muito lentas na forma como olham para estes temas. Desafiando os jovens alunos da EQ18 a escolherem áreas profissionais com as quais sintam afinidade, para que a motivação seja multiplicada de forma exponencial, Leonor de L’Hermité afirmou que a partilha de informação é fundamental, já que saber partilhar o que se faz é o principal para se poder transmitir ideias e avançar.

 

Já Sebastião Lancastre contrapôs afirmando que, se são preciso dados, sem dinheiro não se faz nada - «Cash is king». Incentivando os jovens presentes, aconselhou-os a nunca se conformar com um não, frisando que «não podemos apostar no average, temos que procurar as melhores ideias quando queremos ser os melhores. Tem que haver vontade de todos os dias querer ser melhor, estar atento ao mundo e ser humano». As máquinas são espetaculares, mas as empresas são pessoas. E a revolução digital é uma questão de mentalidade.

 

A tarde prosseguiu com Pedro Mota Soares e Henrique Burnay, que responderam à pergunta ‘Que Direita para a Europa?’. Henrique Burnay começou por afirmar que a política europeia é maçadora e é bom que assim seja, e que ao contrário do que as pessoas pensam, que as decisões resultam de meia dúzia de pessoas que reúnem em Bruxelas e tomam decisões, todos os Estados-membros fazem parte do processo de decisão europeu. Quanto ao tema do painel, Henrique Burnay considera que a extrema-direita não é vizinha da direita, no sentido em que os eleitores do centro direita não transitam para a extrema-direita.

A extrema-direita são os que se acham deserdados, que acham que ficaram para trás no processo de integração, e alguns políticos usam esse sentimento como arma de arremesso. A direita não se pode deixar cair na ratoeira da extrema-esquerda, nomeadamente em vez de ter discurso próprio defender o que não é seu.

 

Já Pedro Mota Soares frisou que o populismo é transversal tanto à esquerda e extrema-esquerda como à extrema-direita, não havendo muita diferença entre eles. O deputado espera que a direita não se deixe contaminar pelas ideias de extrema-direita que estão a progredir na Europa e no mundo, e considera que o futuro da direita na Europa é ser fiel aos seus valores. A direita tem de se bater pelos valores fundadores da União Europeia, pela liberdade política, económica, de imprensa, de circulação, entre outras. Mota Soares criticou ainda a União Europeia por não ter conseguido uma resposta para o problema dos refugiados e das migrações, num apelo aos valores da solidariedade europeia, um problema que está a estilhaçar o modelo que temos na Europa e é o que mais a divide. E a Europa tem de ter capacidade de reagir a esta matéria.

 

O dia terminou com um debate sobre ‘Portugal na Europa’, com Marques Mendes e Diogo Feio. Luís Marques Mendes advertiu os jovens da EQ18 que Portugal precisa de ter uma estratégia de crescimento económico diferente e crescer acima da média europeia e, idealmente, acima de 3%, se não, não ganha o desafio europeu. Como pistas para o futuro, Marques Mendes defendeu mais competitividade fiscal, a aposta na internacionalização da economia e o controlo da dívida pública, que considerou uma bomba ao retardador que pode contagiar o país com uma pneumonia se a Europa tiver uma constipação. Defendendo que é preciso uma política que não seja só da cigarra, mas também da formiga, Marques Mendes disse que não se pode só distribuir, mas também é preciso criar riqueza.

 

Diogo Feio, por seu turno, falou sobre o noivado em que o Governo de Portugal e as esquerdas estão neste momento. E a maior inconsistência que a atual solução governativa tem é exatamente em relação à Europa. O que representa um grande desafio para o espaço de centro-direita. Partidos como o CDS devem defender o seu património europeísta e defender o patriotismo nos tempos modernos é a defesa de Portugal em Bruxelas. Não vale a pena ter um Governo que berra em Lisboa se não for ouvido em Bruxelas.

 

 " A direita tem de se bater pelos valores fundadores da União Europeia, pela liberdade política, económica, de imprensa, de circulação, entre outras. " PEDRO MOTA SOARES

Dia 3 - Comunicação social, entretenimento e… regresso à Europa

 

O terceiro dia da EQ18 começou com um debate sobre o ‘Futuro da comunicação social’, com Mário Crespo, Carlos Eugénio e moderação de Raquel Abecassis. A resposta ao desafio lançado pelo tema é a resposta do milhão, já que há muitos anos que tudo começou a mudar muito rapidamente e que a comunicação social instalada procura, ela própria, respostas para o seu futuro.

 

Carlos Eugénio começou por recordar que há poucas décadas a publicidade era o garante da comunicação social. Mas com o surgimento de novas formas de comunicar, como a internet, por exemplo, veio alterar este status quo e transformar a forma como as pessoas comunicam. Hoje, as pessoas comunicam como querem e quando querem. As novas formas de acesso a notícia são uma realidade, com listas de notícias personalizáveis e plataformas digitais especializadas em informação.

 

Para Mário Crespo, por seu turno, não é possível abordar o futuro da comunicação social sem falar do presente. Recorrendo ao caso de Tancos como exemplo do importante papel que a comunicação pode ter na divulgação de casos específicos, o jornalista falou depois da falta de rendibilidade financeira que o setor atravessa, levando a grandes dificuldades de empresas (e dos próprios jornalistas) e à orientação das publicações e a escolhas editoriais de acordo com razões estratégicas.

 

O segundo painel do dia abordou o tema ‘A geopolítica do entretenimento’, com Diogo Belford Henriques, Raquel Vaz Pinto e Francisco Mendes da Silva.

 

A conversa começou com Diogo Belford Henriques a falar sobre séries de televisão e de como, com algumas delas, se pode aprender política, ciência política e relações internacionais. São exemplo disso as séries Game of Thrones, House of Cards e Downton Abbey. Na geopolítica existem escolas de pensamento, de como se vê o mundo e como funcionam os países, os sistemas e a ordem mundial, e esse foi um dos motes deste debate, sempre a partir das séries de televisão.

 

Francisco Mendes da Silva abordou a geopolítica do entretenimento na música popular, ou música pop, sendo esta essencialmente uma demonstração do softpower anglo saxónico no mundo, com uma radical falta de relevância política, do ponto de vista ideológico e do ponto de vista dos princípios políticos. A música pop tem uma natureza libertária, escapista, e foi por isso que destruiu alguns regimes, nomeadamente alguns regimes comunistas.

 

Já Raquel Vaz Pinto falou de futebol. Um fenómeno mundial nos dias de hoje, quer se goste quer não. Um desporto que é claramente uma forma de softpower. Se há ideia verdadeiramente pan-europeia, é o futebol. Citando Sven-Goran Eriksson, que disse que há mais política no futebol do que na política, Raquel Vaz Pinto frisou que se pode, através de um jogo de futebol, ter uma noção muito clara do que é a evolução, a história e a economia de um país.

 

O último debate do dia, sobre a Europa no Mundo, contou com o regresso à Escola de Paulo Portas, desta vez acompanhado por Wilhelm Hofmeister e Javier Hurtado Mira. Antes das intervenções, no entanto, Diogo Feio anunciou a todos que Francisco Laplaine Guimarães será o candidato da JP a integrar a lista do CDS-PP às eleições europeias de 2019.

Wilhelm Hofmeister abordou os problemas internos que a Europa atravessa e a forma como os europeus vêm o mundo. De uma perspetiva alemã, o diretor da Fundação Konrad Adenauer recordou a União Europeia como um projeto de estabilidade e paz, entre os vários países, mas também enquanto ferramenta para garantir a estabilidade social do continente. Javier Hurtado Mira, presidente da Juventude Democrática Europeia, abordou a Europa através das suas diferentes visões, e não partindo do princípio de que todos pensamos da mesma forma e de que todos temos a mesma visão.

 

O tema do Brexit foi abordado por Paulo Portas, para quem é um bocadinho aterrador pensar que não há acordo. Confessando a sua grande preocupação com a falta de entendimento sobre a saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, mas otimista sobre um acordo de última hora, Paulo Portas defendeu que não só o Reino Unido precisa do continente como também o continente precisa do Reino Unido, quer pelas exportações que ligam ambos, quer pela questão da segurança. Efetivamente, Portas lembrou que com a saída do Reino Unido da União Europeia, o espaço europeu fica apenas com uma potência nuclear, a França.

 

Para Paulo Portas a Europa conta enquanto estiver unida e se se fragmentar, a única economia que conta a nível global será a alemã, mas numa posição difícil relativamente aos Estados Unidos e à China. Olhando a Europa como um continente com problemas de competitividade, a deixar-se ficar para trás na guerra da economia digital, relativamente aos Estados Unidos e à China, Paulo Portas afirmou ainda que a Europa está a ficar envelhecida, antiga, zangada e hostil em relação aos outros.

Paulo Portas abordou ainda a política externa e a opção pelos países de África e América Latina - «expressões naturais da nossa presença» -, defendendo que Portugal deve cuidar das suas afinidades eletivas.

 

﷯ folhacds 29 OUTUBRO 2018