CDS/M alerta para "buraco" de 540 milhões de euros no orçamento da região PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 22 Julho 2011 19:32

lino_abreu_madeiraO CDS-PP/Madeira denunciou a existência de um "buraco" de 540 milhões de euros no orçamento para 2011 da região autónoma e desafiou o Governo Regional a estabelecer como prioridade o saneamento das contas públicas.

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Numa conferência de imprensa realizada no Funchal, o deputado centrista na assembleia legislativa regional, Lino Abreu, explicou que o orçamento regional deste ano, no valor de 1,6 mil milhões de euros, tem apenas "pouco mais de 62 por cento das receitas garantidas".

"O orçamento previsto para 2011 tem 38 por cento de receitas que não estão garantidas, cerca de 616 milhões de euros", afirmou o parlamentar, esclarecendo que como a Madeira só está autorizada a endividar-se em "cerca de 75 milhões de euros" este ano, a região apresenta um "buraco orçamental no valor de 540 milhões de euros".

"Cerca de 540 milhões de euros que não estão garantidos é um valor altíssimo que põe em causa todo o investimento público previsto", declarou o deputado do CDS/PP-M, considerando que a região vive numa "realidade que não é sustentável".

Para Lino Abreu, "os empresários e as famílias têm que ficar conscientes de que o orçamento não passa, mais uma vez, de uma situação irrealista, do empolamento constante das receitas", acusando o Governo Regional, liderado pelo social-democrata Alberto João Jardim, de "tentar ocultar a verdade dos números".

"Temos um orçamento que é mais uma fantasia, mais uma ilusão de obras que vão ficar por realizar, por satisfazer, junto das pessoas e das empresas", acrescentou o responsável, admitindo que, com este orçamento, "a taxa de execução nem vai chegar a 25 por cento, valor que foi atingido em 2009".

Face a esta situação, o partido propõe ao Governo Regional que estabeleça três "grandes prioridades": pagar o que deve e sanear as contas públicas, resolver questões de emergência social e estimular a economia com incentivos.

"Penso que é o primeiro passo que tem que fazer", defendeu Lino Abreu.

 

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